The Wayfinding Handbook

Em um post anterior foi abordado o lançamento do livro de David Gibson, o “The Wayfinding Handbook: Information Design for Public Places”. É um livro que todos aqueles que trabalham e se interessam por sinalização devem ter em sua biblioteca. O livro é uma espécie de guia, que descreve tudo aquilo que um designer gráfico precisa saber para iniciar seu trabalho com sinalização, sinalética. Indicado também para estudantes, professores, profissionais e, por que não, clientes. É um livro de fácil entendimento e leitura, com o pequeno detalhe que não há, ainda, tradução para português, ou seja, é bom ter noção de leitura em inglês.

O primeiro capítulo fala sobre “A Disciplina”, conta um pouco da origem, como surgiu a necessidade das pessoas se localizarem nos espaços que se encontravam, como a disciplina cresceu e amadureceu, quem empregaria um designer de sinalização, e quais eram as necessidades dos clientes que fez surgir a disciplina. Fala também quem é esse profissional – o designer de sinalização – como você se torna um profissional da área, os tipos de projetos e como se envolve em uma equipe de trabalho.

O segundo capítulo “Planejando Sistemas de Sinalização” fala sobre o processo, quais são as etapas do projeto, o planejamento e a estratégia, o processo de pesquisa tanto do cliente quanto do local onde vai ser feita a sinalização e a estratégia de fluxo para o local. Explica também a categoria dos sinais (identificação, direção, orientação, regulamentação), a locação e o conteúdo dos sinais, e alguns exemplos.

O terceiro capítulo, “Wayfinding design” é abordado assuntos como ‘branding’ e ‘placemaking’ e como influencia na ambientação e sinalização de um local, dando exemplos como as lojas da Apple, BP, entre outros. Na seqüência Gibson fala sobre tipografia e layout, contando um pouco da tipografia na história e na arquitetura, como escolher uma tipografia, as categorias, o tamanho, espaçamento, entrelinha e como dispô-las em uma sinalização. Fala sobre cor, seu significado, contraste, como selecionar, consideração de materiais e como utilizar a cor como ferramenta e identidade dentro de um projeto. Símbolos e mapas, falando do poder dos símbolos, a sua facilidade d einterpretação por usuários de nacionalidades diferentes, os princípos de como fazer um mapa e alguns exemplos. Em uma parte mais técnica é falado sobre as formas, materias e mídia e o livro traz uma tabela com uma listagem de materiais, formas, reproduções, montagens e finalização. E como não podia faltar, o livro não deixa de abordar o design para sustentabilidade.

O último capítulo fala sobre como se inicia um projeto de sinalização, quais os requerimentos necessários, o processo, a porposta, os códigos de legislação de cada lugar, e a documentação e fabricação do projeto. Enfim, resolvi falar sobre esse livro e falar um pouco sobre o que ele aborda pois gostei muito de como o livro se desenvolve, se organiza, com alguns exemplos e uma leitura fácil e rápida. Realmente é um guia para o designer ter do lado, de fácil acesso. Aconselho a todos que trabalham com sinalização ou que se interessam por essa área do design, que leiam o livro, e se possível comprem, pois é um livro não muito caro, mas que nos enriquece muito.

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