Design de Sistemas

O Design de Sistemas tem adquirido importância ao longo do aumento da complexidade da vida contemporânea. A informação desempenha um importante papel na comunicação com os usuários.

O conceito de sistemas é essencial para compreender o trabalho do Design. Mesmo que o projeto em questão seja de uma peça individual, o designer deve entender o sistema a que esta peça pertence, a fim de produzir uma resposta satisfatória em todos os níveis. O Design de Sistemas requer habilidades especiais para categorizar informação e para conceber estruturas abstratas que controlam a criação do necessário e do possível.

Dentro de sistemas se encaixa, por exemplo, a sinalização na qual as placas são projetadas em conjunto, seguindo normas em relação a formato, tamanho, cores e tipografia. O objetivo dessa unidade é informar de forma clara as conseqüências da decisão por cada trajeto escolhido, dando ao usuário a liberdade de decisão. A eficácia de qualquer sistema vai depender da sua coerência, da sua padronização para que o usuário compreenda rapidamente a informação passada.

Os sistemas de transporte público são exemplos muito importantes quanto a necessidade das abordagens sistêmicas, como nos metrôs ou corredores de ônibus das grandes cidades.

O sistema de transporte público de Londres é conhecido pela qualidade gráfica do seu sistema, sob administração de Frank Pick, a unificação organizacional dos diferentes componentes do transporte como identidade e sinalização, fez com que o metrô se tornasse referência mundial. Além disso os usuários puderam compreender melhor o sistema graças à criação do mapa do transporte público de Londres, desenhado por Harry Beck em 1931, uma obra-prima do design informativo.

O que qualquer sistema de transporte urbano ilustra é que o padrão geral pode ser dividido em subsistemas a fim de se encontrar um equilíbrio entre coordenação e exigências especificas.

Dentro do sistema de sinalização do transporte existe a parte em que se trabalha o mapa,  Lynch (2006, p.10) diz que

“seja ele exato ou não, deve ser bom o suficiente para nos conduzir ao nosso destino. Deve ser suficientemente claro e bem integrado para tornar-se econômico em termos de esforço mental: o mapa deve ser legível. Deve ser seguro e conter indicações suplementares que tornem possíveis as ações alternativas, sem grande risco de insucesso.”

Na maioria das vezes, nossa percepção da cidade não é abrangente, mas antes parcial, fragmentária, misturada com considerações de outra natureza. Quase todos os sentidos estão em operação, e a imagem é uma combinação de todos eles. A cidade é um objeto percebido por milhões de pessoas de classes sociais e características extremamente diversas.

Perder-se completamente talvez seja uma experiência bastante rara para a maioria das pessoas que vivem numa metrópole. Contamos com a presença dos outros e com mapas, números de ruas, sinais de trânsito, placas de itinerários de ônibus. Mas, se alguém sofrer o contratempo da desorientação, o sentimento de angústia irá mostrar com que intensidade a orientação é importante para a nossa sensação de equilíbrio e bem-estar. Desorientação total e a sensação de estar perdido pode ser uma experiência assustadora e pode levar a graves reações emocionais incluindo ansiedade e insegurança.

Um cenário físico vivo e integrado desempenha também um papel social. Segundo Lynch (2006, p. 5)

“Uma boa imagem ambiental oferece a seu possuidor um importante sentimento de segurança emocional. Ele pode estabelecer uma relação harmoniosa entre ele e o mundo à sua volta. Isso é o extremo oposto do medo que decorre da desorientação; significa que o doce sentimento da terra natal é mais forte quando não apenas é familiar, mas característica.”

A cidade é o símbolo da complexidade da sociedade atual. Se bem organizada em termos visuais, ela também pode ter um forte significado expressivo.

A imagem deve ser, até certo ponto, comunicável a outros indivíduos. Os critérios de qualidade uma imagem irão mudar conforme o contexto das pessoas, porém deve manter uma linguagem simples e direta.

Referência:

LYNCH, Kevin. A imagem da cidade. São Paulo: Martins Fontes, 1980.

Anúncios

Uma resposta para “Design de Sistemas

  1. Muito bom. Imagino as dificuldades em manter um blog tão bom assim, mas por favor, não fique tanto tempo sem postar. Ok? Estamos aguardando sua próxima aula!
    Parabéns!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s