Plan Visual Buenos Aires

O projeto se sinalização de Buenos Aires chamado de “Plan Visual Buenos Aires” realizado pelo escritório Diseño Shakespear juntamente com o Estudio González Ruiz, pioneiros em design de sinalização e arquigrafia para hospitais e praças Foi um projeto realizado entre 1971-72 e mesmo tendo 40 anos, é um projeto que continua atual. O projeto abrangeu quatro sinais básicos: identificação de ruas e avenidas, parada de transporte público, identificação de parques e praças e paradas de táxis. No caso das placas de identificação com nomes das ruas e avenidas, antigamente eram utilizadas placas de fundo azul, de legibilidade duvidosa, fixadas diretamente nas paredes das casas e prédios.

Para fazer este projeto foi perguntado quais são os valores da sinalética, a resposta foi que para o conjunto de sinais não se deve faltar nem sobrar nada. Não fazem alarde nem são ambíguos.

Fazer a cidade ser legível implica decifrar seus códigos. Os fatores de reconhecimento urbano são inúmeros e a complexidade se acrescenta pela diversidade icônica, a heterogeneidade de prédios, a mutação constante da paisagem e o ruído semiótico.

Os sistemas de comunicação – a sinalização entre elas – pretendem estabelecer uma gramática eficiente, permanente e confiável que colabore com a premissa que é cumprida, os sistemas de sinalização urbanos devem observar a conduta baseada em três pontos: sequencialidade, previsibilidade e estrutura. Os três pontos atuam em uníssono na percepção da mensagem. Primeiro, pela reiteração constante e sequenciada da paisagem; segundo, através da locação sistemática, que faz previsível sua localização; terceiro por sua formação estrutural: forma, dimensão, cor, conteúdo e aspectos visuais do signo.

A aglutinação de mensagens conspira contra a percepção dos sinais, que se corroem atacando-se entre si, pelo o que cada estimula deve estar em uma área visual exclusiva. O semáforo é um sinal. O ônibus é um sinal. Cada sinal requer um espaço próprio para atuar com eficiência no contexto total. A força de um sinal não esta somente na sua imagem mas também no território que governa.

A locação de um sinal de identificação nas colunas de semáforo gera dificuldade e contraindicações severas que já foram experimentadas negativamente em Buenos Aires e outras cidades pelo mundo.

A sinalização de identificação de esquina (nomes de rua) em Buenos Aires, de locação sistemática e previsível, constitui um autêntico ícone de alto valor de sinalização. Sua morfologia, tipografia, kerning, entrelinha e estrutura são, seguramente, áreas de reconsideração. A proposta de locação da sinalização anexada na fachada, revertida a experiência urbana prévia na década de 70. A sinalização de identificação de nomes de rua e avenidas, como instrumento autoportante – em coluna independente e própria (poste) – é hoje um dos paradigmas mais imitados na América a partir da experiência de Buenos Aires (1971). Se a placa arredondada em preto e branco, poste zebrado, somado com o culto a tipografia Helvetica, usada pela primeira vez no cenário urbano na Argentina, e o vetor ou seja em branco, sem dúvida nós temos a partir daí um projeto concluído em morfologia e estilo em uma relação equilibrada de estética e funcionalidade.

A sinalização de nome de rua – sem publicidade em seu plano de informação – é um instrumento de 360 graus, de alta percepção dos pedestres e dos automóveis. Além das necessárias intervenções que impõe o tempo, pois esta sinalização tem mais de 40 anos, ela já pertence ao patrimônio urbano e está ancorada na memória coletiva dos cidadãos. Locada transversalmente ao fluxo do trânsito, a sinalização de parada do transporte coletivo foi formada por dois grupos de placas (uma por linha) separadas pela coluna de sustentação, formando assim o diedro. As placas paralelas à rua portam o número de cada linha e as setas indicadoras de formação da fila de espera. As placas perpendiculares à calçada mostram o número e a rota de cada linha. Os sinais de identificação de praças e parques foram projetadas para se localizarem em setores de circulação multidirecional. Foram formalizadas por dois canos de seção circular de 5 centímetros de diâmetro que nascem juntos na base da estrutura e se abrem a 190 centímetros do chão, para contornar e sustentar a placa informativa de alumínio, de 100 centímetros de comprimento.

Os sinais, como instrumento de informação e condução de fluxos de público, tiveram um rendimento eficaz, de alto valor de sinalização e uma pretação de serviço importante. As sinalizações de identificação locadas de forma independentes e autoportantes são, além de seu significado comunicacional, formadoras da paisagem urbana e a identidade da cidade.

Confira mais aqui

Link 1

Link 2

Referência: SHAKESPEAR, Ronald; Señal de Diseño: memoria de la práctica. Buenos Aires: Paidós, 2009.

Anúncios

2 Respostas para “Plan Visual Buenos Aires

  1. Pingback: Sinalizar em visita | Diseño Shakespear |·

  2. Pingback: Design Culture | O design gráfico argentino!·

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s